Obesidade infantil

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Obesidade infantil

Mensagem  estreladomar em Qua Ago 27, 2008 3:57 pm

Obesidade infantil

Saiba o que fazer para evitar o alastramento desta epidemia do século XXI
Portugal é um dos países com maior prevalência de obesidade infantil: mais de 30% das crianças dos sete aos nove anos têm excesso de peso, das quais 11,3% são obesas.

Nos últimos anos, a obesidade infantil tem vindo a aumentar de forma alarmante. Com consequências na saúde das crianças e jovens, e fazendo temer que a obesidade nos adultos venha a aumentar, é já considerada uma epidemia do nosso século. Um novo estudo está já a ser feito para avaliar a real dimensão do problema.

Alimentação incorrecta e ingestão excessiva de alimentos, sedentarismo e falta de actividade física são apontados como os grandes impulsionadores da obesidade infantil, um problema que não só prejudica a saúde como a auto-estima dos mais novos.

As crianças obesas podem desenvolver vários problemas de saúde que se vão agravando ao longo dos anos, entre eles: diabetes tipo 2, Síndrome Metabólica, tensão arterial elevada, asma e outros problemas respiratórios, alterações no sono, perturbações na puberdade ou menarca (primeira menstruação), doenças do comportamento alimentar e infecções.


Para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) do seu filho e ver se tem razões para se preocupar, clique aqui. Veja também Crianças com peso a mais.

Por que surge?

As crianças precisam de mais nutrientes (em termos relativos) do que os adultos; só assim podem crescer e desenvolver-se correctamente. Segundo explica António José Guerra, pediatra e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria «se ingerirem as calorias necessárias para fazerem face às suas actividades diárias, ao seu crescimento e ao seu metabolismo, então a sua massa corporal evolui num canal de percentil (curva de crescimento) adequado e a uma velocidade normal».

Em contrapartida, «se ingerirem mais calorias do as que precisam e gastam, acumulam tecido adiposo e adquirem mais peso do que é desejável, aumentando assim o risco de obesidade», explica.

Quais as causas?

A causa mais frequente para a obesidade infantil é, como já foi acima referido, a ingestão alimentar excessiva e a falta de exercício físico. No entanto, os factores hereditários e genéticos também podem estar na origem do ganho de peso desmedido.

Quais os factores de risco?

São vários os factores que, normalmente em conjunto, contribuem para aumentar o risco das crianças terem excesso de peso ou tornarem-se obesas:

Alimentação: ingestão regular de alimentos calóricos, com muita gordura, bebidas ricas em açúcar, doces...

Sedentarismo: a falta de exercício, bem como as actividades de lazer sedentárias, como ver televisão ou jogar computador, contribuem para este agravamento.

Genética: de acordo com um estudo recente, a genética pode contribuir para 77% da obesidade. Os investigadores, da University College London, seguiram 5.092 pares de gémeos e evidenciaram uma forte influência genética na adiposidade infantil.

Factores psicológicos: existem crianças que comem demasiado como forma de superar problemas ou mesmo para lidar com as emoções, como o stress ou a tristeza.

Como prevenir?

Cabe à família, quando se apercebe que uma criança está em risco de se tornar obesa, tomar uma série de medidas para inverter esta tendência. Dar o exemplo é a palavra de ordem: fazer escolhas alimentares saudáveis, organizar actividades em família e incentivar a criança a participar nelas, são alguns dos passos a seguir.

Nesta perspectiva, «a atitude mais correcta é manter sempre hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida e, assim, contribuir para a prevenção da obesidade. A prevenção é sempre melhor e mais eficaz que o tratamento, particularmente no ciclo de vida pediátrico», sublinha António José Guerra.

Como se diagnostica?

Para saber se o peso da criança indica algum problema relativamente ao estado de nutrição e de saúde, o pediatra, o médico de família, ou outro profissional de saúde que lida com crianças e adolescentes, avalia a história individual e familiar, bem como os seus hábitos diários.

Esta apreciação, segundo António José Guerra, «consiste na avaliação do peso e do comprimento/estatura da criança, no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), e na sua interpretação em função das curvas de crescimento (percentis)». Estes indicadores revelam se a criança tem demasiado peso para a sua idade, sexo e estatura.

Como se trata?

Antes de mais, as crianças precisam de seguir uma alimentação saudável e aumentar a sua actividade física diária. Aqui, a ajuda dos pais é imprescindível, pois são eles quem tem de aprender a fazer as melhores escolhas.

Para além disso, crianças e jovens com um IMC acima do normal devem iniciar um programa de controlo do peso, seguindo a orientação do seu médico ou nutricionista.
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