Ácido Fólico, para que serve?

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Ácido Fólico, para que serve?

Mensagem  mariana em Ter Ago 26, 2008 4:07 pm

Ácido Fólico, para que serve?
Saiba se deve ou não ter cuidados com esta substância.

Estima-se que anualmente nascem no mundo aproximadamente 500 mil crianças com defeitos do tubo neural (DTN), dos quais os mais comuns são a anencefalia, o mielomeningocelo e espinha bífida.


À primeira vista, estas complicações pareceriam muito fáceis de prevenir, tendo em conta que o ácido fólico é uma vitamina de muito baixo custo.

No entanto, estes transtornos são ainda muito frequentes. Consequentemente, a pergunta que cabe fazer-se é a que obedece semelhante proliferação de casos.

A resposta é muito simples: as mulheres não estão a receber a informação correcta.

Mas existe além disso outro factor agravante: em cada cem gravidezes, metade são planificadas, quer dizer que são muitas as mulheres que "procuram" ter um filho; por fim, está nas suas mãos ajudar a prevenir os DTN do bebé mediante a ingestão desta vitamina no momento oportuno. O problema é que a maioria delas não o sabe.


Informar-se para prevenir

Apesar da importância desta simples medida preventiva, uma elevada percentagem de mulheres informa-se do valor que tem ingerir ácido fólico mal o teste dá positivo e efectua a sua primeira visita ao obstetra.

Mas lamentavelmente, quando a futura mamã toma conhecimento do seu estado, já é tarde: o fecho do tubo neural do embrião acontece por volta do dia 28 do seu desenvolvimento.

E só 10 ou 20 por cento das grávidas tomaram a vitamina previamente. Por isso, todas as mulheres em idade reprodutiva deveriam consumir ácido fólico, planifiquem ou não uma gravidez, já que muitas vezes a cegonha vem sem ter sido chamada.

Logicamente, ao encontrarmo-nos com casos de anencefalia ou espinha bífida, o sentimento que invade a mamã é o remorso por não ter feito algo tão simples como tomar um só comprimido diário desta vitamina na época anterior à concepção.

E a verdade é que desta forma teriam diminuído entre 10 e 70 por cento as possibilidades dessas malformações.


Números que assustam

A incidência de DTN é de um em cada mil bebés, e se bem que a percentagem aparente ser baixa, é preciso ter em conta que no nosso país nascem mais de 90 mil crianças por ano.

Em consequência, terão nascido cerca de 90 crianças com algum tipo de alteração. Para o caso das mulheres que já tiveram um filho com algum tipo de complicações deste tipo, a percentagem aumenta notavelmente: têm entre 2 a 3 por cento de possibilidades de que esses defeitos se repitam numa futura gravidez.

Ou seja, que a probabilidade aumentou mais de dez vezes em relação à população geral.

O que são os defeitos do tubo neural?

São defeitos provocados pelo incorrecto desenvolvimento do cérebro ou do canal neural. Os mais comuns são a anencefalia, mielomeningocelo e espinha bífida.

Na anencefalia, a porção cefálica do tubo neural não se fecha correctamente, de modo que o cérebro e os ossos do crânio não se desenvolvem de forma adequada, pelo que a criança morre pouco depois de nascer.

A espinha bífida, situação também irreversível, é uma das causas mais importantes de incapacidade infantil, e deve-se a uma hérnia das meninges, ocasionada pelo fecho deficiente do canal neural, geralmente perto do sacro.

As crianças que padecem de espinha bífida ou mielomeningocelo têm, ao mesmo tempo, um maior risco de mortalidade ou de sofrer outras complicações como resultado dos procedimentos cirúrgicos paliativos ou correctivos, ou devido ao facto do tubo neural e os nervos não estarem protegidos adequadamente pelos músculos, a pele e os ossos, e pelo contrário estarem revestidos por uma fina membrana.

Outras possíveis consequências no mielomeningocelo são a paralisia dos membros inferiores, distintos graus de hidrocefalia, transtornos causados pela incontinência urinária ou intestinal, e a morte, devido à inflamação das meninges.

E a isto devemos acrescentar a enorme carga emocional que os DTN ocasionam nas famílias e nos doentes, e os extraordinários custos que implicam os tratamentos.


Porque acontecem?

Os DTN atribuem-se a múltiplas causas. Entre elas: anomalias genéticas que expressam um excesso ou defeito de material cromossómico, consumo de algumas drogas como o ácido valproico (um anti-convulsivo) e a carbamazepina, e diabetes com glicémias acima dos valores normais na etapa da concepção.

Também se reconheceram como factores de risco a obesidade e os antecedentes familiares de DTN.

Tradicionalmente, todas as causas se mencionam como "multifactoriais", o que demonstra o conhecimento incompleto que os médicos possuem acerca da etiologia desses transtornos.

No entanto, cada dia é maior a evidência científica que assinala que o consumo de ácido fólico antes da gravidez e durante o primeiro trimestre previne um número importante de DTN.

O primeiro trabalho que demonstrou uma relação entre o ácido fólico e a prevenção desse tipo de complicações remonta a 1965.

Apesar dele, só 25 anos depois se confirmou que a ingestão de 4 miligramas diários um mês antes da gravidez pode reduzir em 50 por cento a possibilidade de que o bebé padeça de algum defeito do tubo neural.


A dose justa

Um dos factores que atenta contra a prevenção é que aproximadamente metade das gravidezes não foram planificadas.

Por isso, o ideal seria que todas as mulheres em idade reprodutiva consumissem 0,4 miligramas de ácido fólico por dia.

Para aquelas mamãs que já tiveram um filho e que desejam ter mais, a dose será maior: 4 miligramas por dia.

Além disso, é importante tomar medidas para aumentar o consumo desta vitamina por meio de uma dieta, ou ingerindo um comprimido diário de 1 miligrama.

A educação preventiva reveste particular importância neste sentido.

O ácido fólico e os alimentos

O ácido fólico também chamado de vitamina B11 encontra-se em vários alimentos, entre eles: o sumo de laranja, os cereais fortificados, os espinafres, as lentilhas, os espargos, a alface e os brócolos.

No entanto, a dieta aporta uma quantidade muito baixa de folatos. Com efeito, a ingestão através dos alimentos é de 0,2 miligramas, enquanto que a quantidade necessária para um bom desenvolvimento fetal é de 0,7 miligramas.

Isto implica que estariam a faltar 0,5 miligramas. Para obter essa quantidade, a mulher deveria consumir 20 porções diárias de espinafres ou de brócolos, e obviamente isso é impossível.

Além disso, a cozedura ou os demais processos de preparação da comida podem reduzir o grau de absorção do ácido fólico contido nos alimentos.

Por isso, a maneira mais eficaz de introduzir a dose justa é tomar um comprimido de 1 miligrama diariamente.


Vantagens do Ácido Fólico

Reduz as probabilidades de defeito do tubo neural. Reduz a incidência de anomalias e outros defeitos estruturais no feto.

Diminui o risco de doenças cardiovasculares e as tromboses venosas.

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